Estatísticas do Website

Cidade à Noite Quem gerencia um como o meu sabe que é possível fazer uso dos “espiões” online para descobrir como é que as pessoas me encontraram nesse interminável mundo virtual.

Mas para os noviços, isso funciona assim: toda a vez que o robozinho do Google por exemplo passeia pelo meu website, ele retém algumas palavras e alguns termos que arquivará em sua memória caso alguém procure por eles. Ou então esse mesmo robozinho entra em um outro website que contem o link ou um comentário do meu próprio.

Digamos que esteja procurando por “livro sobre Mozart”. Então escrevo as palavras no “search engine” e ele me oferece opções. Dentre elas o meu livro “Mozart e Catarina” será encontrado.

Se quisesse aumentar o meu tráfego de uma forma monstruosa só teria que escrever sobre os tópicos mais procurados que as estatísticas do SEO (Search Engine Optimization) me indicam, no entanto quase sempre acabo ignorando-os porque para mim escrever é sinônimo de liberdade total.

Porém independentemente disso, não poderia deixar de dizer que tais tópicos são no mínimo interessantes de ler.

Interessantes porque acabo sabendo o que grande parte dos internautas estão buscando, e mais interessantes ainda porque determinados termos nada ou pouco tem a ver com aquilo que escrevo, direta ou indiretamente.

É claro que Google ou qualquer outro “search engine” poderá me indicar quando alguém buscar “canibalismo”, porque em uma das minhas antigas crônicas já escrevi sobre canibais das ilhas Fiji, mas às vezes me pergunto como é que uma pessoa que buscou “homens velhos pelados” acabou me encontrando…

A seguir alguns termos que a estatística me apresentou sobre as pessoas que querendo ou sem querer acabaram me encontrando.

Escravas sexuais – certo, já falei sobre isso num texto a respeito das mulheres de conforto – coreanas que eram abusadas pelos conquistadores japoneses.

Como embrulhar ovos – também já falei sobre isso, apesar de eu estar mencionando ovos crus de galinha mesmo, e não os de chocolate.

Religião e moral – um dos termos mais repetitivos que é encontrado em vários meus.

Isolamento social – campeão de buscas. Seria isso um reflexo da sociedade atual?

Mulheres estupradoras – mais direto seria impossível. Falei a respeito num texto sobre a castração.

Como morrer – sinceramente, não quero ter nada a ver com isso.

Copos de suco – quem é que ainda não leu “O Copo de Suco Alemão”?

Medo – outro campeão de bilheteria. As pessoas tem medo até de coisas que tem medo delas.

Suicídio de famosos – comentei em alguns textos a respeito, mas o mais atual foi sobre o suicídio do ex-presidente da Coréia do Sul.

Como agüentar bafo de alho do marido – querida, acho que não poderei te ajudar nisso. Mas de qualquer forma tente chá verde como os coreanos pregam, ou vinho tinto como os franceses endeusam.

Vizinhos pelados – lembro-me do texto que escrevi sobre um alemão que gostaria de ter o direito, legalmente falando, de andar nu em sua residência, inclusive na varanda.

Curiosidades de supermercados – esse é um termo que eu mesma poderia ter digitado na busca, porque visitar um mercado em um país diferente sempre faz parte do meu programa cultural.

Lendas e mitos da Arábia – com esse termo fica fácil me encontrar por conta da “A Pérola da Arábia”.

Os melhores textos lidos pela – obrigada, robozinho.

Nomes legais – certamente aqueles que digitam tal termo tem bebês em mente, mas quando escrevi “Nomes Legais para Coisas Nada Ideais” estava me referindo às drogas.

Sadia Brasil – huh. Sadia? O que eu tenho a ver com frango? Galinha não, hein pessoal! Ah! Quem sabe não foi o texto sobre aquele indiano em Dubai que relacionou o Brasil com frango da Sadia, e não necessariamente com futebol e mulatas semi-nuas?

Imagens e fotos de mulheres alemães estupradas pelos soldados russos na Prússia oriental durante a Segunda Guerra Mundial – que busca mais detalhada! Só ainda não entendi o que eu tenho a ver com isso.

Pequenos textos maneiros – maneiríssimo! Ups, já corei – de novo!

Pois é, manter um website é mais do que um passatempo cabeça, porque através de utensílios dos “search engines” como as estatísticas, acabo ganhando uma visão geral sobre o que as pessoas querem se informar, ou zoar, ou simplesmente matar o tempo. Legal também é saber de qual país e de qual cidade elas vem, em qual página do website elas ficam mais tempo, o que elas lêem e exatamente quanto tempo elas se dedicam aos meus escritos e em muito breve, às minhas fotos também.

Ingênuo é aquele que pensa que existe anonimato na internet, que é mais transparente do que o olhar de uma criança que está a fim de fazer coisa que não deve.

Luciana B. Veit

Lembrete das Crônicas:


 

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2 Comentários

  1. Publicado março 22, 2010 em 5:25 AM | Permalink

    Os sites de busca nos confrontam também ante uma realidade em que a falsificação, o plágio, e a censura política ou da falsa moral, se tornam dificultosoas.
    Além da restrospectiva de sua obra literária vejo que se preocupa com o que pensam seus leitores, isso é bom, pois não escrevemos para sermos lidos apenas por nós, como na comunicação unilateral dos modelos em voga.
    Também acrecito em Deus, mas no Deus dos ateus.

  2. Publicado março 25, 2010 em 11:59 AM | Permalink

    Certa vez o Analytics me mostrou que “cuca sendo estuprada” levava ao meu site…

    E olha que nem paródia de Monteiro Lobato eu fiz, hein? =X

    Show de bola teu blog!
    Abraços!

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