Tantas Tendências!

Art Gallery Que o ficou menor por conta da internet ou por conta de descontos imperdíveis de agências de no esquema de “Last Minute”, não é novidade.

Também não é novidade que a moda é e sempre foi um pêndulo, com pouquíssimas exceções de perspicazes designers, que souberam observar com excelência as necessidades e o psíquico de seus contemporâneos e assim traduzir o atual tempo em suas criações.

Teve um época que moda era comer em redes de fast-food. Hoje a moda é comida demorada e de preferência orgânica. Sem contar o quanto refrigerante está ultrapassado, com as águas vitaminadas com sabores de frutas e cappuccino e latte para viagem.

O estilo confortável passou a ser requintado em quase todos os aspectos, mesmo que ainda prático.

As tantas horas extras de esportes para as às tardes passaram a ser disputadas com aulas de idiomas. Sem contar que Inglês está perdendo a graça, seja pelo fato de todo mundo já dever saber (melhor ainda já nascer sabendo), ou porque a tendência do domínio do mundo esteja caminhando mesmo para a Europa e a China.

Amarelinha e jogo de elástico, desses de rua mesmo, transformaram-se em Nintendo DS ou Playstation. E ai dos pais que tentarem convencer os filhos de hoje a fazer aquilo que eles costumavam fazer!

Quanto aos cachorros, teve uma época que não fazia a diferença qual raça o fulano possuía. Depois houve a fase da Paris Hilton, com os cachorrinhos minúsculos passeando para lá e para cá, vestidos com roupas transadas dentro de uma bolsa de 2 mil euros. Atualmente a coisa está assim: Diga-me que cachorro você possui que eu te digo quem tu és. Análise de estudos que ligam aos seus donos não só o jeito, mas inclusive a fisionomia do amigo mais fiel viraram obrigação. Eu e meu buldogue inglês sabemos bem disso…

Produções teatrais podiam ser chamadas assim na época de Chekov, Sheakspeare ou até Arthur Miller, quando não haviam limites para o número de personagens e muito menos para as propriedades de palco. Hoje as tendências das encenações simples estão em alta.

Está certo que nem todo mundo já rodou os sete (pelo menos cinco) continentes, mas para aqueles que já o fizeram, viajar volta a ser uma aventura. Lugares que pouquíssimos já ouviram falar, mais contato com uma natureza intocada, acomodações alternativas, convivência direta com os nativos e algo a mais para aprender são a nova onda. Que tal fazer um curso de culinária ao ar livre nos parques nacionais da Tanzânia, junto aos leões e búfalos? Ou ajudar de graça na safra de uvas de alguma fazenda da Toscana? Ensinar voluntariamente uma língua por tempo determinado para as pobres crianças do Camboja ou quem sabe até limpar e alimentar (também na boa fé) os tantos animais do zoológico de Sydney? Sem contar que redescobrir esportes radicais deixou de ser coisa associada unicamente aos jovens malucos e suicidas.

Dicionários são hoje sinônimos de Google Translate, quando antigamente quanto mais pesado o livro imprimido, mas ele impunha seu valor. EBooks então nem se fala! – Que raio de mundo é esse? – Voltaire, Goethe e Tolstoi devem estar se perguntando, observando lá do outro lado da vida…

E quanto ao protótipo de beleza? Gorda passou a ser magérrima e voltou a ser voluptuosa. Pele branca era coisa de nobreza e pele bronzeada de povão. Depois o jogo virou. Hoje pele de couro amarronzada é coisa de gente sem noção e pele do tom natural é coisa de gente que se cuida, que não quer envelhecer prematuramente e que não quer se expor aos perigos dos raios solares – com exceção do Japão, China e Coréia do Sul, quando as nativas gastam uma fortuna com cremes embranquecedores (deixando por agora o fator racista de lado).

Pois é… As tendências acabam não sendo nada mais do que vagas orientações. Ainda bem!

Luciana B. Veit


 

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3 Comentários

  1. marcia
    Publicado maio 15, 2010 em 9:46 PM | Permalink

    REALMENTE O A PESQUISA ESTA EXELENTE, SERA MUITO BOM QUE SEMPRE LEMBRAMOS QUE MUNDO GIRA EM NOSSA VOLTA.
    ASSISTIA UM FILME ESSES DIAS, NAO LEMBRO MUITO BEM, ESTAVA SÓ DE PASSAGEM NA TELA, E VI QUE TERIA MUITAS GUERRAS E QUE OS SERES HUMANOS PASSAVAM UM PELO OUTRO, EM VOLTA DELES TERIA MUITAS MAQUINAS, E QUE REALMENTE SER HUMANO ERA COISA QUE DE MUITO VALOR, POR QUE NAS LUTAS E QUEIMA DE FOGO A MAIORIA ERA ANDROÍDE, FIQUEI PERGUNTANDO MEU DEUS, SERÁ QUE O MUNDO FUTURO CAMINHA PARA ESSE LADO, CLARO TUDO IMAGINARIO, MAIS ATÉ ONDE É IMAGINARIO. EU ASSISTIA FILMES COM OS ATORES ARNOLD, E SILVESTRE STALONE HA 25 ANOS ATRAS QUE EU ACHAVA QUE AQUELE FUTURO NUNCA EXISTIRIA, OU ALGUÉM UM DIA IRIA INVENTAR, MAIS HOJE VEJO QUE AQUILO TUDO JA EXISTIA EM UMA ERA JAPONESA, E HOJE NESSE SECULO JA EXISTEM COISAS MAQUINARIAS QUE EU VI HA 25 ANOS ATRÁS. ACHO QUE O CAMINHO TALVEZ NAO SEI QUEM SABE, ROBÔ EM NOSSA VOLTA, SERÁ QUE NÃO VEM ANDROÍDES POR AI. UMA CRITICA.

  2. joaobatista
    Publicado maio 16, 2010 em 12:37 AM | Permalink

    OLÁ. O MUNDO É PEQUENO PARA QUEM AMA. SOU ADMIRADOR DO SEU TRABALHO. FIQUE COM DEUS.

  3. Vera Lucia Rodrigues
    Publicado maio 19, 2010 em 12:02 AM | Permalink

    Parabéns pela crônica visando as tendências que nos rodeiam intensamente e que de certa maneira moldam o nosso mundo.
    As abordagens sobre as crianças e suas tarefas inócuas, os cachorros, modas, utilização da internet, produções teatrais e protótipos de beleza são apropriadas e escritas com muita elegância.

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