Saudades de quê?

mãos encadeadasAcompanhando através dos jornais internacionais, a entre policiais e bandidos em , que praticamente obrigou a que não dorme a ir dormir, me doe o peito ter que admitir que não tenho saudades alguma de estar à mercê dos criminosos.

É claro que toda vez que colocamos os pés fora de casa, seja lá onde estivermos, não podemos dizer ao certo se voltaremos, mas o problema da criminalidade é algo que nos tira a , que após a , é o presente mais valioso.

A situação de um país em guerra é pelo menos mais óbvia, já que as pessoas procuram tomar suas precauções, torcendo para que ela acabe logo, mas e quanto à criminalidade? Há aí uma contagem regressiva? Face aos eventos dessa semana, temo dizer que não acredito nisso. Já não é a primeira vez que bandidos ditam às pessoas de bem o horário do toque de recolher.

Fato é que na maioria das grandes cidades como Rio ou São Paulo, a liberdade de cidadão já não é mais onipresente há muito tempo. Nós nos acostumamos em sermos prisioneiros e procuramos levar a nossa vida cotidiana, rezando para não sermos os sorteados do dia, nos tornando vítimas de um seqüestro relâmpago, de um assalto em pleno trânsito, de um susto com um trombadinha no ônibus ou no metrô, ou nos piores casos, vítimas de estupros e assassinatos sem motivo aparente (ou pelo menos um motivo que nos faça compreender tamanha degradação do ser humano).

Sofro ter que concordar com o que os estrangeiros pensam do Brasil, que é um país belo, com pessoas maravilhosas, mas que se a mentalidade de muitos não mudar, é e continuará sendo sempre descontrolado, tanto na questão financeira, quanto na questão social.

Dedico meu semanal hoje aos paulistanos e às vitimas da , e junto a eles faço um apelo a todos aqueles que tem algum poder, para ajudar o Brasil a funcionar direito, a progredir de uma maneira de que seu povo, que são as pessoas de bem, mereçam. Justiça e Educação são nomes próprios!

Nós podemos nos acostumar com tudo nessa vida, com sabores diferentes, hábitos desconhecidos, temperaturas extremas, grosseria, mas não podemos jamais nos acostumar com a violência. E também não deveríamos.

Luciana B. Veit


 

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