Professora, bombeiro. Veterinária, piloto. Quem de nós nunca teve sonhos de profissões quando éramos pequenos? E quantos de nós realmente seguiram à risca esses planos infantis? Poucos.
Embora nos recordemos dos nossos objetivos mirins, nós adultos, sabemos que no fim foi a vida, quase que automaticamente, que decidiu o que seríamos quando crescêssemos.
Essa linha de pensamento me veio à tona após ter lido um artigo na revista alemã, “Der Spiegel – Wissen”. Dedicada à puberdade, o foco principal dessa edição foi: “Em que tipo de pessoa você quer se tornar?”, e não “o que você quer ser quando crescer”?
Achei esse levantamento um tanto ridículo, para falar pouco. Ridículo porque perguntar para um adolescente qual profissão ele pretende seguir é uma coisa, bastante difícil de escolher, diga-se de passagem, mas perguntar se o jovem pretende ser uma pessoa independente e sensata ou livre, leve e solto não é necessariamente o que ele pretende ser, mas o que já é e sempre foi.
Ninguém muda seus instintos. Podemos observar desde cedo que tem pinta de artista por se negar a aceitar regras, ou quem gosta de política por saber dançar conforme a música e assim por diante.
Ninguém vira uma outra pessoa com a idade que ela já não seja. Talvez venha a receber um lustre especial com o passar do tempo e os lugares pelos quais já tenha passado deixem uma influencia forte, mas a essência é e continua a mesma.
Ser sincero com o espelho não seria a dica mais importante que uma mãe poderia passar para o filho? “Não tente ser alguém que você não é”.
Está certo que vindo de mim tais observações são mesmo suspeitas, porque nunca me senti bem nadando junto com a corrente, mas acho que grande parte da sociedade tem tentado mesmo dar nomes e títulos para coisas que não precisam deles.
Ao invés de se sentirem infantis para não saberem ao certo como responder à pergunta da revista alemã, os adolescentes deveriam ter simplesmente respondido com o instinto.
Que tipo de pessoa eu quero me tornar? Que tal, feliz?
Luciana B. Veit
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Tags: Alemanha, Der Spiegel, humanidade, instinto, profissões, puberdade, seres humanos, vida
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5 Comentários
Luciana B. Veit: Gosto muito de suas obras, sempre leio as Crônicas Semanais…, por favor, aguardo continuidade do Livro; “A Rússia começa aqui”… recebi 2 (dois) capítulos, depois parou o envio de noticiário, sou seu “Fã”… não desejo de forma alguma perder contato, só tenho à agradecer por tudo que recebi que muito aumentou minha intelectualidade… Respeitosamente, sinceros agradecimentos… seu amigo leitor: Luiz Tadeu Rocha…
ADOREI ESTE ARTIGO… E achei muita coincidência porque tenho um filho com tendências artísticas ( 17 anos) e um filho com tendências políticas ( 26 anos)…
Legal mesmo !
Obrigada !
Olá
Muito legal esse comentário: “Em que tipo de pessoa você quer se tornar?”, e não “o que você quer se tornar quando crescer?” Confesso a você Luciana que discordo desse comentário, porque são duas coisas distintas.
Att:Sidney Freitas.
Novamente trás um tema muito discutido no momento, assunto que desde de pequeno detestava, em que certo dia perguntei a uma pai o porque que você como pai acha que seu filho seja um médico? Ele veio com uma resposta assim – o médico é uma pessoa que ganha muito dinheiro, está opinião perdura até hoje esta falta de respeito a sonho de um jovem que tem o direito de escolher o seu caminho a trilhar. Então disse aquele pai vale mais um filho feliz na profissão que ele escolher, do que um homem frustrado sem ter vocação pela profissão escolhida por seu pai.
Parabéns mais uma vez,
Mário
Leia meus trabalhos em http://www.poetasadvogados.com.br, http://www.poesiapura.com, mural dos escritores site ning no google na busca osny rosa e boa leitura.
0lá Luciana, realmente vc. tem razão em afirmar essa vesão, eu particulamente o meu sonho era
me formar em Ciência Juridica, e no entanto me formeio em ADM. Comércio Internacional.
Atualmente Trabalho Repórter Fotografico.
Lucimar.