O orgulho de ser MULHER
Parte 1

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Dia 8 de março já passou faz tempo e eu também não me tornei nenhuma ativista , no entanto dois assuntos chamaram-me a atenção recentemente. Hoje falarei do primeiro e semana que vem do segundo.

O parlamento da União Européia acaba de publicar uma brochura de 16 páginas com novas nomenclaturas para profissões, para assim tentar acabar com a .

Até agora existe em Alemão: Polizist (policial ) e Polizistin (policial mulher), Lehrer (professor) e Lehrerin (professora) e Feuerwehrmann (bombeiro, tanto quanto mulher, só que aqui não existe a terminologia para a mulher que exerce a mesma profissão).

É claro que dependendo do idioma nem sempre haverá “injustiças” nessa área de acordo com o ponto de vista dos “agitadores” do movimento assexuado, porque bombeiro ou motorista para nós, brasileiros, sempre se trataram de terminologias neutras.

Mas ao meu ver mudar simplesmente o nome da profissão como de Polizist e Polizistin para Polizeikraft (corpo de polícia) e por aí afora, nada ou no melhor dos casos pouco influenciará o desrespeito e os descaso de profissionais homens para com suas colegas mulheres. Se a pessoa é intolerante, não será um livreto que mudará sua forma de ver o mundo. Se ela tiver que dizer o termo assexuado da palavra para não ser presa ou não pagar multa, certamente ela o fará, mas se tiver o poder de escolher entre um homem e uma mulher para assumir a cadeira de sub-chefe, ainda acabará por escolher o homem.

O que deve ser mudado é a maneira de como os homens enxergam as mulheres hoje em dia. E por outro lado as mulheres não deveriam em hipótese alguma deixar de ser orgulhosas pela feminilidade, só para serem tratadas de igual para igual com um machão qualquer.

Tanto homens quanto mulheres devem se dar conta que a mulher que usar maquiagem, saia, salto alto, bolsa de fitinha cor-de-rosa, perfume doce e ainda ser chamada pela terminologia feminina sim de sua profissão no trabalho merece o mesmo respeito, admiração e reconhecimento pela sua capacidade intelectual que o homem, senão até mais do que ele, pelas duras decisões que ela muitas vezes é obrigada a tomar em relação a família.

Mudar o nome de um problema não irá solucioná-lo. A mesma coisa é uma criança chamada do pior nome que seus pais poderiam ter escolhido. Mesmo se essa criança conseguir mudar o nome legalmente quando se tornar adulta, se ela não tiver auto-respeito e confiança nos próprios atos, o novo nome nada fará por ela.

Muitos brasileiros devem estar tendo dificuldade em compreender a que eu estou me referindo, porque a maioria das mulheres no Brasil ainda não abdicaram de sua feminilidade e pelo o que eu entendo, não pretendem o fazer. No entanto na Europa, tomando a como exemplo, muitas mulheres preferem não se embonecar para poderem discutir com um homem olho no olho. Muitas delas devem ainda estar batendo palmas para o livrinho do parlamento europeu.

Mulheres fortes e inteligentes (logo difíceis) sempre (ou quase sempre) conseguem o que querem, mas se adicionar ainda lindas ou pelo menos vaidosas na lista, aí é que a coisa pega! O charme feminino combinado com esperteza move montanhas, direta ou indiretamente – sempre o fez. Basta dar uma espiadinha na história para confirmar.

Então essa besteira de criar nomes neutros para profissões ao invés de melhorar, só irá fantasiar a realidade, porque uma mulher continuará sendo mulher. Esse não é o caminho ideal para acabar com a discriminação sexual.

- Melhor isso do que nada – você diz e ainda pergunta qual seria minha sugestão?

Que tal pesar somente o que a pessoa pode e não pode, sabe e não sabe, agüenta e não agüenta e não dar importância se ela usa saia ou gravata, é chamada por um termo machista ou feminista?

São em momentos assim, quando escuto relatos e até medidas contra diversas formas de entre sexos, raças, crenças e status sociais que me lembro do quanto ainda somos primitivos.

Já não passamos da hora de evoluir?

Luciana B. Veit

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Um Comentário

  1. Publicado março 16, 2011 em 3:44 AM | Permalink

    Luciana, conhece algum evento, festival, congresso etc relacionado a esse tema (orgulho de ser mulher – ou tema correlato)? Ou algum espaço que se dedique a esse mesmo debate? Procuro espaços para apresentar espetáculo teatral e promover discussão.

    Parabéns pelo blog!

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