Mais um ano está para terminar. É inevitável que nós olhemos para trás nesta época para fazermos um balanço dos nossos feitos e para a maioria das pessoas, muitos sonhos não foram realizados.
Tivemos perdas e ganhos, vivemos vitórias e derrotas, sentimos alegrias e tristezas. Muita gente deu um passo para frente e dois para trás e muita coisa teve que ser sacrificada em nome de um ideal: quem se deu bem na carreira perdeu a namorada, quem se casou com o príncipe encantado renunciou a profissão e por aí afora.
Não é bem assim, você deve estar dizendo… Sim, talvez não seja (eu espero que não seja), mas fato é que não existe ninguém 100% feliz e satisfeito, porque se existisse a vida perderia sua graça, porque a esperança é o nosso combustível.
Assim como o aprendizado geral ou focalizado, nossa vida é uma escada sem fim: quando alcançamos um degrau, logo partimos para o próximo. Por mais instintivo e menos estratégico que isso possa parecer para muitos, estamos sempre em busca de evolução.
Seria eu uma defensora do sofrimento em nome do progresso espiritual? É claro que não! No entanto, defendo a tese que a cada nova lágrima (interna ou externa) nasce uma nova armadura, porque somente aquele que sobreviveu a tempestade conseguirá prezar o céu azul.
É preciso lutar para afastar a frustração de dentro do peito e olhar para o futuro com esperança. É necessário parar na frente do espelho e dizer: No ano que vem vai ser tudo diferente. Mas será que vai mesmo?
E aquela promessa de emagrecer, de fazer aquela viagem, de largar os vícios, de tentar uma coisa nova pela primeira vez? E aquela outra de chutar o pau da barraca e de fazer aquilo que tem vontade pelo menos uma vez na vida, sem se preocupar com as conseqüências? Irresponsável e egoísta você diz? Talvez, mas ainda sim livre, com a consciência em paz, não perante os outros mas perante a si mesmo.
Já é mais que hora de enfrentarmos nossa missão na Terra e entender que por mais que tenhamos um coração de ouro, ele não será maciço a não ser que nos coloquemos em primeiro lugar, porque se não formos donos do nosso interior e eventualmente machucar pessoas no caminho, jamais nos sentiremos seguros de fazer o que deve ser feito. Só que é imprescindível que nos lembremos que não somos os únicos com tais direitos, se não deveres; já que a alma do vizinho é tão livre quanto a minha.
Feliz Natal e que 2009 seja um palco de grandes espetáculos e mais um degrau alcançado no nosso caminho para a ascensão, para mim e para vocês.
Luciana B. Veit
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