Amor – A Linguagem Universal

amor, chave para o mundo. É a primeira coisa que vem à mente quando falamos sobre o tópico, não? Pois é. O que acontece, é que nem sempre o amor resolve os probleminhas do dia-a-dia em um país estrangeiro, onde a língua local é tão estranha para você, quanto andar descalço sobre o asfalto na rua. Mas falarei à respeito em um breve instante.

Música. Bom, neste caso a comunicação passa a ser um pouco mais interativa. Já que mesmo sem amar o próximo, podemos curtir o mesmo estilo de música e assim talvez possamos nos aproximar com o tempo. Como o amor, não existem barreiras para música.

Inglês. Agora começa a ficar mais complicado. Sem falar Inglês já não se arruma mais emprego hoje, mas nem todos se preocupam verdadeiramente com isso. Na Rússia a maioria dos cidadãos continua achando que é o mundo que tem que aprender o idioma deles, e não o contrário. Nos países asiáticos a grande maioria até se esforça, mas o sotaque atrapalha. Também tem aqueles que acham que se a sociedade exige deles uma língua estrangeira, esses se contentarão em falar Japonês, Espanhol ou ainda Francês. Moral da história, Inglês não pode ser considerado como uma língua universal, muito menos os demais idiomas.

Internet. Por ser a responsável de facilitar a de todos, fazendo o mundo inteiro caber na tela de um computador, merece um elogio, mas embora interligados, nós estamos nos afastando uns dos outros a cada novo clique.

Mímica. Esse tópico é extremamente perigoso, já que o significado de sinais de dedos ou de outras formas de demonstrações físicas variam de país para país. Inúmeras danças exaltam o movimento dos dedos, como na Índia, Indonésia, Tailândia e também nos países árabes. Prudência é a palavra-chave aqui. Mas por mais que isso seja ameaçador, às vezes não sobra outra alternativa.

Desenhos e pinturas. Pode ajudar, se feito com perícia. Utilizei essa arma na Rússia nas minhas idas ao cabeleleiro, porque neste caso saber falar Russo básico não ajuda. Mas cuidado, desenhos de bananas ou de pêras também podem ser mal interpretados.

Dinheiro. Há quem ache que essa seja a linguagem universal, mas o propósito dele é tão pobre de espírito que não merece nenhum comentário.

Vida e Morte. Eventos como nascimento e morte deveriam nos unir, pelo menos em espírito e pensamento, porque festejando o milagre da vida e lamentando o fim dela, nos faz refletir sobre grandes mistérios. Mas nesse caso poucos encontram uma linguagem prática comum para exporem seus sentimentos, medos e esperanças. Aqui a única coisa em comum é que todos já nasceram e renasceram e morrerão de corpo um dia, porém nunca de alma.

De volta ao amor, bom seria se um abraço forte, um olhar sorridente ou ainda uma genuína boa intenção sempre nos trouxesse respostas ou soluções para a rotina. Nesse caso, continuarei a quebrar a minha cabeça em busca da linguagem universal rotineira, sempre apostando no respeito mútuo, mas também na ousadia comportada.

Luciana B. Veit

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