Happy Peppero Day!

chocolate quentePeppero Day (onze de novembro) é considerado o Dia dos Namorados na Coréia.

Eles como nós, brasileiros, não copiam os americanos em sua data escolhida (quatorze de fevereiro). Mas a diferença ainda é que somente os homens são presenteados neste dia: com biscoitos longos e finos, cobertos de chocolates, chamados de Peppero. Na tradição local, somente um mês mais tarde é quando o namorado irá presentear sua namorada com algum doce, e nada de perfume, roupa, flores ou jóias.

Que pobreza de espírito! Um mês mais tarde? Foi a primeira coisa que me veio à mente, mas então me deparei com o seguinte pensamento: será que os casais precisam de datas como essas para apimentarem a relação? Obviamente essas datas são idealizadas por profissionais de , mas sem a resposta positiva do povo, eles não poderiam desenvolver nada.

Falta criatividade, mais contato físico, atenção, amizade e cumplicidade nas relações modernas? Os jovens não irão nem mesmo pensar antes de responder: É claro que dou conta do recado. Mas será que é assim mesmo?

Por que a nunca está satisfeita com nada? Falta , saúde, sexo, , esperança, fé? Os russos acreditam que aquele que não tenha problema algum, seja uma pessoa miserável, e os tailandeses correm na rua atrás de clientes para serem massageados nem que seja por meros dez minutos em pleno ponto de ônibus. Estamos realmente desesperadamente gritando por contato físico e dedicação?

E quanto aos psicólogos, massagistas, garotas e garotos de programa? Com todo respeito, não podemos mais nos abrir com pessoas de nossa confiança?

Então quando uma data como Peppero Day chega, é só alegria, mas esta satisfação não devia ter data nem para começar e nem para acabar. Todo dia é dia de alegria, de amor, de atenção, de calor, de chocolates, de flores, de realizações das fantasias sexuais.

Há quem defenda a tese que o Dia dos Namorados, seja onze de novembro, quatorze de fevereiro ou doze de junho seja uma Consagração ao Amor, mas se for isso mesmo, nós todos somos muito miseráveis e vazios como seres-humanos para precisarmos disso, já que o amor é onipresente.

Por isso meu apelo hoje seria: exaltem o amor. Vamos mostrar porque somos seres-humanos acima de tudo, acima de datas, acima de regras, acima de qualquer coisa que não corresponda com o nosso íntimo. Ora, somos seres-humanos porque somos capazes de dar e receber amor. Sempre (que nossa indisposição não atrapalhe).

Luciana B. Veit


 

No related Chronicles.


Tags: , , , ,
Este post foi publicado emCrônicas 2006 e tags , , , , . Bookmark o permalink.Este conteúdo está fechado para comentários, mas você pode deixar um trackback:Trackback URL.
  • Língua

  • Categorias

  • Arquivos