Um dos tópicos mais importantes nas vidas das mães pelo mundo afora é abordar os perigos dos vícios na droga e no álcool para seus filhos pequenos. Sim, pequenos e não mais necessariamente adolescentes porque a cada ano que passa, os novos alcoólatras, fumantes e consumidores de drogas tornam-se cada vez mais jovens.
Como o recente estudo diz, o vício tem sim um público alvo e não escolhe suas vítimas aleatoriamente. Os adultos no fim acabam respondendo por si mesmos, sabendo exatamente em que fria estão entrando, quando da primeira linha de coca – aqueles que cheiraram só para experimentar – pedem uma segunda rodada. Esses adultos são geralmente aqueles que tem pouca coisa a perder, são anarquistas por natureza, não conseguem mais encontrar uma forma positiva para se divertirem de verdade ou simplesmente pela vontade de fazer uma coisa que nunca fizeram na vida.
Já as crianças e adolescentes, por mais que se achem adultos o suficiente para tragarem um Marlboro escondidos dos pais e dos professores, não possuem ainda a maturidade da escolha ciente por estarem seguindo o caminho para a própria desgraça. Deixando as crianças de pais viciados de lado, o público alvo entre todas as outras seriam as crianças que ficam à toa logo depois da escola (sem cursos extra-curriculares), crianças rebeldes ou nerds com problemas de convivência com outras da mesma idade, e entre outros casos, crianças com grandes problemas de comunicação com a família e amigos, logo aquelas com baixa-estima. A curiosidade aqui é um fator importante, claro, mas crianças que mantém diálogos com os pais, terão aprendido que se viciar é acabar com a própria vida.
É legal estar alto, dizem os “bacanas”, os mesmos que tentam a todo custo enganar os bafômetros espalhados pelo mundo todo, mas a culpa não é só deles, mas ela é também de toda a sociedade que apóia o vício através da propaganda.
Propaganda não é só aquela que passa nos intervalos de um filme na TV ou que fica exposta em um outdoor da cidade, mas ela também é a palavra dos efeitos conhecidos de cada alucinógeno que corre de boca em boca, e as entrelinhas de uma reportagem de um astro viciado que consegue ganhar ainda mais dinheiro após um grande escândalo.
E os nomes das drogas? O termo generalizado “droga” é o único que tem uma ligação com algo negativo, mas se pensarmos em êxtase – oba, legal!; heroína – sou a rainha do mundo!; coca – gostosa como o refrigerante e ainda a droga conhecida como special K – viagem especial, não podemos culpar tanto os curiosos por quererem experimentar substâncias com nomes tão promissores.
É claro que não foram pessoas decentes que deram nomes à essas drogas de drogas, mas em repeti-las, elas reconhecem sua existência dando assim espaço à elas na sociedade. Por que a mídia não utiliza, por exemplo, nomes científicos das plantas que fazem as respectivas drogas para falarem sobre o problema?
Não, isso não é tapar o sol com a peneira e nem fazer de conta que o problema não existe, mas sim tirar da boca dos ingênuos pré-adolescentes os nomes legais para as coisas nada ideais.
Filmes e livros tem grandes impactos na alma jovem, por isso filmes como “Cristiane F.” e “Jim Carroll” deveriam passar nas próprias escolas ou pelo menos serem recomendadas por elas, e livros como “O pai que virava bicho” de Carlos Castello Branco, fora diversos relatos e reportagens sobre casos reais de desgraças, deveriam ser obrigados nos lares de todas as famílias. Assustar as crianças ajuda sim, sem deixar de lado a importância delas saberem dizer “não” até para o melhor amigo.
Já está cansado de ouvir isso, pois já deve ter ouvido milhões de vezes a mesma coisa? Mas olhe em seu redor!
Na Rússia somente há poucos anos a cerveja passou a ser considerada como uma bebida alcoólica. Várias mães preferem que seus filhos bebam cerveja já na infância do que vodca, já que beber faz mesmo parte do esquema russo. Em que mundo estamos?
Na Alemanha crianças de todas as idades bebem cerveja sem álcool. É, mas é sem álcool, você diz. Acontece que o gosto por ela passa a ser cultivado cedo. Sim, mas beber cerveja não é o fim do mundo… Não é o fim do mundo, mas poderia ser o começo dele, dependendo da língua de quem estiver degustando-a.
A sociedade de bem não deveria achar que é suficiente explicar aos filhos, alunos e amigos que drogas são ruins porque o nome já diz, porque aí eles vão pensar nos outros nomes que já mencionei antes, sem contar que proibições só excitam mais.
Os efeitos do consumo de drogas e do consumo exagerado do álcool podem até parecer bacanas, legais, maneiros, mas o público alvo deveria estar ciente que eles acabam com a saúde dos órgãos e que eles se apossam do controle sobre a própria vida.
A pergunta é: Quem gosta de se sentir como uma marionete?
Vamos abrir os olhos para a realidade ao nosso redor, porque nossos filhos certamente já o fizeram.
Luciana B. Veit
Drogas – Nomes legais para coisas nada ideais. Ampla Distribuição – Eu estou confiando na propaganda de boca-a-boca!
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One Comment
foi muito bom adorei