Dezembro chegou!

arvore, luz, inverno, neveQue legal! A época mais querida do ano acaba de chegar. Já entramos em dezembro. Com isso, as cidades se enfeitam de luzes e de pinheiros decorados, e na Europa os mercados de são abertos. Aquelas musiquinhas natalinas com diversos intérpretes que ninguém mais agüenta ouvir inundem algumas estações de rádio (pelo menos aqui na Coréia do Sul), e os shopping malls e os outros endereços de pechinchas lotam de clientes mesmo durante a atual crise mundial, fazendo com que nossos bolsos se esvaziem, mas curiosamente que nossos rostos se alegrem.

É nesse mês que nos lembramos de mandar cartões à moda antiga ou online àqueles que não falamos com freqüência, seja por esse ou por aquele motivo – pessoal ou profissional. É também nesse mês que mentimos à beça com a fábula do Papai Noel. É também quando sentimos uma saudade mais aguda do que o normal daqueles que amamos e que se encontram tão longe – fisicamente ou emocionalmente. É quando nós, cristãos, retomamos nossa fé, lembrando que Natal não é só comilança, viagens e troca de presentes em abundância, mas uma ocasião muito maior. E já que estamos nessa onda religiosa, fazemos promessas para o ano seguinte, acreditando que tudo pode, será ou pelo menos deveria ser melhor.

Existem também aqueles que de repente se encontrarem sozinhos numa ocasião tão festiva. Esses são aqueles que independentemente da fé, caem na depressão e começam a desenvolver, senão até levam até o fim, idéias desesperadas e macabras, agindo contra seus próprios seres por não conseguirem enxergar a luz no fim do túnel, por mais embaçada que ela possa momentaneamente estar.

Infelizmente as não param por aí. Diversas pesquisas foram feitas e o resultado foi que brigas violentas, estupros e até assassinatos em família ocorrem com mais freqüência durante as festas de fim de ano. Motivos? Que tal ter que agüentar aquele(s) parente(s) que você não suporta? A obrigação social de ter que encher a cara? Desabafar suas frustrações do ano que está para acabar em substâncias alucinógenas ou até no seu ente mais querido, achando que ele tem que ter forças para suportar tudo aquilo que você resolve aprontar ou por para fora, como a confissão de ter pulado a cerca ou de ter roubado na firma?

Agora muitos daqueles que bebiam, se drogavam e hoje já não se drogam ou bebem mais, se encontram na época natalina melancólicos, isolados, achando até que sem a bebida ou sem a droga eles não tem mais alegrias, logo, não tem mais vontade de viver. Eles sabem o significado de brindar uma única taça de seja lá o que for à meia-noite, conhecendo à fundo as conseqüências de um só drinque após tanto esforço para esquecê-la e voltar a ter controle de si.

Natal é uma época iluminada de idéias para o bem da humanidade, de caridade, de reencontros, de espiritualidade, mas é como os asiáticos e os mais sábios dizem: tudo na vida é harmonia: as trevas e a luz, o yin e o yang…

Mas mesmo assim, como gostaria que pelo menos uma vez no ano tudo fosse só luz, só yang… E ao invés de “Jingle Bells” ou “I Wish You a Merry Christmas” como música de fundo, ouvíssemos com mais freqüência qualquer faixa do CD “A Midwinter Night’s Dream” por Loreena McKennitt, como “Noel Nouvelet” ou “God Rest Ye Merry, Gentlemen”, por exemplo.

Luciana B. Veit


 

No related Chronicles.


Tags: ,
Este post foi publicado emCrônicas 2008 e tags , . Bookmark o permalink. Comentar ou deixar um trackback:Trackback URL.

Comentar

Seu email nunca será publicado ou distribuído. Campos obrigatórios estão marcados com *

*
*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Notify me of followup comments via e-mail. You can also subscribe without commenting.

  • Língua

  • Categorias

  • Arquivos