Principalmente durante a Copa do Mundo os fãs xingam mais seus adversários do que em tempos sem Copa, e não é de perna-de-pau, não! Esse evento não teria como objetivo de promover a amizade entre os povos, além de provar quem é realmente bom de bola?
Acontece ainda que muitos alucinados confundem tudo, explorando a imagem esteriótipa de cada país, e fazendo até uma ligação absurda entre ser craque e homem com H maiúsculo.
Será que durante a Copa o patriotismo de alguns passa a se tornar ultra-nacionalismo, com um fundo xenófobo? Infelizmente a idéia de Pátria, que é acima de tudo um sentimento, é retorcida hoje pelo crédito de alguns hooligans e skinheads.
Então eu me pergunto: devo ter medo das pessoas que saem na rua com o rosto pintado com as cores da bandeira, ou devo me juntar a eles? Essa agitação toda é só farra, ou o início de alguma rebelião contra os “inimigos” da Pátria?
Não, em tempos perigosos como hoje, pensar assim não significa ser paranóico, mas sim cauteloso. O mundo parece estar caminhando de mãos dadas quando pensamos no milagre do avanço da tecnologia, mas ao mesmo tempo estamos nos afastando cada vez mais uns dos outros.
Qual será o destino que nos aguarda? Só o tempo dirá! Mas até lá poderíamos fazer uma forcinha, lembrando que o mundo está aos nossos pés, mas que só poderemos usufruir dele se vivermos em paz.
Que a Copa venha unir os povos ao invés de separá-los ainda mais, por que afinal de contas, o futebol é arte, e arte é amor e liberdade.
Luciana B. Veit
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