Comece a se amar!

frutas diferentesNo metrô tive que piscar e olhar pela segunda vez, dedicando toda minha atenção a um vendedor ambulante de pepinos. Lá estava ele, livre, leve, solto e fresco. Seus pepinos eram designados para o rosto. Com o calor e a alta umidade do verão, os coreanos procuram por meios alternativos de se refrescarem como puderem. Eles dificilmente terão a tira-colo uma latinha de spray da Evian, mas algo muito mais original: fatias fininhas de pepino para colarem nas bochechas, duas de cada lado, bem no meio da rua, ou do metrô.

Aliás, essa onda saudável que tem invadido a Europa, deixando as redes de fast-food e de refrigerantes de cabelos em pé, e enchendo os bolsos dos produtores de chá-verde e produtos bio no geral não é novidade na Ásia. Iogurtes naturais em forma de sorvete, legumes, muito chá, muita água, ginseng, alho, gengibre, muitas frutas, pouca carne e muito peixe é a base da alimentação por aqui. Resultado: ao invés de pessoas sofrendo de cansaço crônico, de boca caída e aspecto descuidado, os asiáticos parecem estar sempre de bem com a , sorrindo para tudo e para todos, esbanjando energia em abundância para mesmo antes ou após um cansativo dia no trabalho, ainda se dedicarem com todo o coração e disciplina a algum merecido hobby, podendo ser esporte, xadrez, uma bom livro ou talvez meditação.

Uma comida saudável não é necessariamente um comida sem graça. Quem já experimentou tofu, bolinhos levemente doces de arroz, feijão e abóbora, sopa fria de pepinos, ou kimchi (repolho fermentado apimentado) bem sabe o que quero dizer. Para os que não conhecem, vale a pena deixar o salsichão, pizzas, hambúrgueres e refrigerantes de lado afim de descobrir os sabores que fazem a gente se sentir de bem na própria pele.

“Você é o que você come”, diz um provérbio alemão, mas poucos europeus se preocupam verdadeiramente com o bem estar do corpo, combinado com o bem estar da alma. O savoir-vivre asiático é baseado na boa alimentação e, apesar de eu ainda estar sofrendo de Jetlag, já mergulhei de cabeça na seguinte onda: me amo mais hoje do que ontem, graças à tudo aquilo que tem passado pela minha mesa.

Então, um brinde à saúde!

Luciana B. Veit


 

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