No início do mês a Coréia do Sul entrou de luto por conta do suicídio de uma das atrizes mais queridas da nação, apesar da maioria dos coreanos estarem cientes que a taxa de suicídio do país é a mais alta do mundo atualmente – inclusive dentre adolescentes.
Mas voltando ao suposto motivo da atriz Choi Jin Sil ter resolvido se enforcar no banheiro da própria casa deixando filhos pequenos para trás: dizem que ela estaria sofrendo desesperadamente por conta de um rumor que estaria rolando solto pela internet. Há poucos anos, ela teria emprestado uma quantia bastante sólida de dinheiro para um colega ator, que com o passar do tempo, não conseguia pagar sua dívida. Choi Jin Sil estaria então fazendo tanta pressão para receber seu dinheiro de volta, que seu colega ator preferiu se matar de dentro da própria van de vergonha – uma palavra que os asiáticos levam muito a sério – a encontrar uma solução para quitar suas dívidas.
Rumores, rumores, rumores… Fofocas e rumores nunca foram tidos com coisa positiva, por mais picantes que pudessem parecer, mas enquanto eles ficassem dentro de um determinado círculo de pessoas, a “vítima” ainda tinha como ignorá-las até que os fofoqueiros encontrassem um outro alvo.
Quem jamais se envolveu em fofoca, tendo-a provocado ou ainda como vítima, que atire a primeira pedra!
Como vítimas, aprendemos ainda crianças que a melhor forma de lidar com rumores ou apelidos mal-cheirosos é por ignorá-los. Porém existem situações que se forem ignoradas, elas passam a ser confortavelmente taxativas e com isso a criança pode até chegar a desenvolver traumas. Quando adulta, essa mesma criança não saberá como se defender. Por isso é importante saber encarar uma situação de frente desde cedo e não deixar que ela ganhe força.
Meu filho aprende taekwondo hoje, mas digo a ele que é somente para sua defesa. Mas o que é defesa? É quando alguém bate primeiro? Sim, quando alguém bate primeiro ou mais tarde, quando alguém espalha um rumor que tem acabado com seu sono, com sua honra e até com uma possibilidade de arranjar um bom emprego por ter uma suja “cyber-reputação” por conta de uma imbecilidade que alguém iniciou… É claro que sou favor ao diálogo em primeira instância, aos processos em segunda estância, mas existem pessoas tão sub-desenvolvidas mentalmente que só entendem a mensagem quando levam uma bela porrada na cara.
Mas o que fazer quando um rumor maldoso se espalha através da internet? Basta digitar seu nome na Google, por exemplo, para descobrir em que pé está a sua imagem virtual. A rede é uma bola de neve e por isso a vítima do “cyber-bullying” se encontra de repente de mãos atadas. Ela ainda pode tentar se explicar através de um blog ou na sua página do Facebook por exemplo, mas quando o rumor está à solta, será a sua voz contra Deus sabe quantas…
É por isso que o governo sul-coreano culpou uma usuária de uma comunidade virtual pela morte de Choi Jin Sil pelo fato dela ter iniciado os rumores, apesar dela jurar que já havia escutado-os da boca de terceiros.
Cautela com aquilo que falamos ou fazemos em público é a chave da paz de espírito. Uma coisa é um rumor que diz: aquela fulana pensa que á a dona do mundo, que é superior por ser tão misteriosa. Outra coisa é um rumor assim: aquela ali é uma vagabunda por namorar um e flertar com trezentos outros na rede e fora dela.
Não vou dizer que sou contra comunidades online, mas quando resolvi me retirar delas, foi quando percebi que não estava ganhado nada com isso, nem mesmo amigos de verdade. Senti-me como se a minha vida tivesse virado um livro de páginas abertas e sinceramente, eu não necessito esse tipo de popularidade.
Sem contar que esses portais são tão transparentes aos olhos de um louco em busca de vítimas de crimes sexuais ou violentos como uma janela de cortinas abertas, permitindo assim que sua vida íntima, nem que isso seja assistir televisão à noite deitado no sofá de pijama, esteja exposta para qualquer um – QUALQUER UM.
O suicídio de Choi Jil Sin foi muito mais que uma tragédia: isso foi um alerta para o descontrole e liberdade excessiva na internet.
Famosos nem sempre tem como se protegerem do “cyber-bullying”, mas nós, simples mortais, temos. Existem até agências que se especializaram em limpar nomes sujos da rede, como a “Reputation Defender”, por exemplo. Contudo, lembremos que é sempre melhor evitar uma situação desagradável no qual mordemos as nossas línguas, do que ter que remediá-la quando ela já está sem controle.
Mas voltando ao suposto motivo da atriz Choi Jin Sil ter resolvido se enforcar no banheiro da própria casa deixando filhos pequenos para trás: dizem que ela estaria sofrendo desesperadamente por conta de um rumor que estaria rolando solto pela internet. Há poucos anos, ela teria emprestado uma quantia bastante sólida de dinheiro para um colega ator, que com o passar do tempo, não conseguia pagar sua dívida. Choi Jin Sil estaria então fazendo tanta pressão para receber seu dinheiro de volta, que seu colega ator preferiu se matar de dentro da própria van de vergonha – uma palavra que os asiáticos levam muito a sério – a encontrar uma solução para quitar suas dívidas.
Rumores, rumores, rumores… Fofocas e rumores nunca foram tidos com coisa positiva, por mais picantes que pudessem parecer, mas enquanto eles ficassem dentro de um determinado círculo de pessoas, a “vítima” ainda tinha como ignorá-las até que os fofoqueiros encontrassem um outro alvo.
Quem jamais se envolveu em fofoca, tendo-a provocado ou ainda como vítima, que atire a primeira pedra!
Como vítimas, aprendemos ainda crianças que a melhor forma de lidar com rumores ou apelidos mal-cheirosos é por ignorá-los. Porém existem situações que se forem ignoradas, elas passam a ser confortavelmente taxativas e com isso a criança pode até chegar a desenvolver traumas. Quando adulta, essa mesma criança não saberá como se defender. Por isso é importante saber encarar uma situação de frente desde cedo e não deixar que ela ganhe força.
Meu filho aprende taekwondo hoje, mas digo a ele que é somente para sua defesa. Mas o que é defesa? É quando alguém bate primeiro? Sim, quando alguém bate primeiro ou mais tarde, quando alguém espalha um rumor que tem acabado com seu sono, com sua honra e até com uma possibilidade de arranjar um bom emprego por ter uma suja “cyber-reputação” por conta de uma imbecilidade que alguém iniciou… É claro que sou favor ao diálogo em primeira instância, aos processos em segunda estância, mas existem pessoas tão sub-desenvolvidas mentalmente que só entendem a mensagem quando levam uma bela porrada na cara.
Mas o que fazer quando um rumor maldoso se espalha através da internet? Basta digitar seu nome na Google, por exemplo, para descobrir em que pé está a sua imagem virtual. A rede é uma bola de neve e por isso a vítima do “cyber-bullying” se encontra de repente de mãos atadas. Ela ainda pode tentar se explicar através de um blog ou na sua página do Facebook por exemplo, mas quando o rumor está à solta, será a sua voz contra Deus sabe quantas…
É por isso que o governo sul-coreano culpou uma usuária de uma comunidade virtual pela morte de Choi Jin Sil pelo fato dela ter iniciado os rumores, apesar dela jurar que já havia escutado-os da boca de terceiros.
Cautela com aquilo que falamos ou fazemos em público é a chave da paz de espírito. Uma coisa é um rumor que diz: aquela fulana pensa que á a dona do mundo, que é superior por ser tão misteriosa. Outra coisa é um rumor assim: aquela ali é uma vagabunda por namorar um e flertar com trezentos outros na rede e fora dela.
Não vou dizer que sou contra comunidades online, mas quando resolvi me retirar delas, foi quando percebi que não estava ganhado nada com isso, nem mesmo amigos de verdade. Senti-me como se a minha vida tivesse virado um livro de páginas abertas e sinceramente, eu não necessito esse tipo de popularidade.
Sem contar que esses portais são tão transparentes aos olhos de um louco em busca de vítimas de crimes sexuais ou violentos como uma janela de cortinas abertas, permitindo assim que sua vida íntima, nem que isso seja assistir televisão à noite deitado no sofá de pijama, esteja exposta para qualquer um – QUALQUER UM.
O suicídio de Choi Jil Sin foi muito mais que uma tragédia: isso foi um alerta para o descontrole e liberdade excessiva na internet.
Famosos nem sempre tem como se protegerem do “cyber-bullying”, mas nós, simples mortais, temos. Existem até agências que se especializaram em limpar nomes sujos da rede, como a “Reputation Defender”, por exemplo. Contudo, lembremos que é sempre melhor evitar uma situação desagradável no qual mordemos as nossas línguas, do que ter que remediá-la quando ela já está sem controle.
Luciana B. Veit