Até que ponto queremos ou precisamos da realidade?
Visitando um parque temático coreano, fiquei um tanto decepcionada com a aparência, com os carentes cuidados no geral, mas também não poderia negar que ele seja incrivelmente autêntico. Antigas moradas de fazendeiros, onde tudo cheira a mofo e palha, as ruelas de terra e a aparência no geral até me trouxeram de volta as memórias de alguns vilarejos na África. No entanto, a diferença é que hoje a Coréia do Sul pode e deve se orgulhar daquilo do que se tornou, sem petróleo, sem magia, mas somente com a desesperada vontade do povo de crescer, através dos estudos, sempre olhando para o futuro.
Mas fato é, e assim permanece, que esse parque temático tem como objetivo oferecer ao estudante de seu país uma visão de realidade do passado, de suas tradições, sem se importar com uma imagem linda, mas que não corresponde com a sua história.
Ainda deslumbrada com uma recente visita ao mundo de faz-de-conta chamado Disneyland, não pude deixar de comparar os dois parques. Um oferece a verdade, o passado, enfim a realidade, onde os terrores das guerras, das ocupações estrangeiras e da luta cotidiana estão tatuados no rosto, enquanto o outro nos presenteia com um mundo perfeito, com construções miraculosas, esquinas e jardins de sonhos, onde todos se sentem de fato como um personagem de contos, vivendo suas vidas felizes para sempre.
A questão não é se poderíamos viver no mundo de faz-de-contas eternamente, já que isso jamais será possível, mas o que gostaria de saber é em qual mundo escolheríamos viver, se pudéssemos? Encarar as dificuldades, crescer como ser humano, viver cada um seu karma, e dispor de alguns rápidos momentos de alegrias, ou esquecer tudo isso e se esconder no mundo da fantasia, onde tudo é como deveria ser, sem problemas, sem stress, sem cara feia, sem a possibilidade de evoluir espiritualmente? Mas espere, reflita antes de responder…
Visitando um parque temático coreano, fiquei um tanto decepcionada com a aparência, com os carentes cuidados no geral, mas também não poderia negar que ele seja incrivelmente autêntico. Antigas moradas de fazendeiros, onde tudo cheira a mofo e palha, as ruelas de terra e a aparência no geral até me trouxeram de volta as memórias de alguns vilarejos na África. No entanto, a diferença é que hoje a Coréia do Sul pode e deve se orgulhar daquilo do que se tornou, sem petróleo, sem magia, mas somente com a desesperada vontade do povo de crescer, através dos estudos, sempre olhando para o futuro.
Mas fato é, e assim permanece, que esse parque temático tem como objetivo oferecer ao estudante de seu país uma visão de realidade do passado, de suas tradições, sem se importar com uma imagem linda, mas que não corresponde com a sua história.
Ainda deslumbrada com uma recente visita ao mundo de faz-de-conta chamado Disneyland, não pude deixar de comparar os dois parques. Um oferece a verdade, o passado, enfim a realidade, onde os terrores das guerras, das ocupações estrangeiras e da luta cotidiana estão tatuados no rosto, enquanto o outro nos presenteia com um mundo perfeito, com construções miraculosas, esquinas e jardins de sonhos, onde todos se sentem de fato como um personagem de contos, vivendo suas vidas felizes para sempre.
A questão não é se poderíamos viver no mundo de faz-de-contas eternamente, já que isso jamais será possível, mas o que gostaria de saber é em qual mundo escolheríamos viver, se pudéssemos? Encarar as dificuldades, crescer como ser humano, viver cada um seu karma, e dispor de alguns rápidos momentos de alegrias, ou esquecer tudo isso e se esconder no mundo da fantasia, onde tudo é como deveria ser, sem problemas, sem stress, sem cara feia, sem a possibilidade de evoluir espiritualmente? Mas espere, reflita antes de responder…
Luciana B. Veit