Autoridade e hierarquia são tópicos bastante variados se olhados sob diferentes aspectos.
Em alguns países a idéia de autoridade é vista como coisa da idade da pedra, mas em outros, esse ainda é o único jeito de se conseguir alguma coisa.
Na Europa, o trabalho em grupo é valorizado. Obviamente existe hierarquia, mas essa é vista mais como um juiz ou como um guia. Todas as opiniões são importantes e as pessoas tomam iniciativa. As mulheres tem voz ativa e idéias revolucionárias. Os chefes sabem que incentivar os funcionários é a chave do sucesso. No entanto, quando todos tem algo para dizer, às vezes fica difícil encontrar o caminho certo. Qual a solução, então, quando a visão de autoridade é tida como coisa de gente que não tem competência de convencer ninguém se não for no berro?
A situação da Coréia do Sul e de alguns paises do Golfo Pérsico é surpreendentemente parecida no que diz a situação da mulher. Inteligentes e ativas, as mulheres ainda aceitam ser tratadas como seres inferiores, porque suas respectivas culturas assim o ditam. No entanto, a respeito do campo de trabalho em geral, os árabes são mais “confortáveis” face a decisões importantes. “Encha-allah bukrah munquin” diz o ditado popular (se Deus quiser amanha talvez…). Na Coréia hierarquia e autoridade correm pelas veias de seus habitantes e o seus superiores são vastamente respeitados e apoiados. A imagem do chefe passa a ser a própria imagem do empregado.
Na Rússia as coisas só funcionam com soco na mesa. Os russos são altamente capazes e ávidos estudantes, no entanto quando uma ordem do superior deve ser seguida, é somente na base da ameaça e do medo que as coisas tomam seus rumos. É ruim, mas eles estão acostumados com o sistema, basta olhar nos capítulos de sua história…
No Brasil é um tal de um jogar a batata quente na mão do outro. O problema da falta de responsabilidade é justamente na hora quando as coisas dão certo: já que ninguém assume a responsabilidade por nada, também não recebe nada em troca. Fica estagnado. Autoridade é praticamente inexistente, já que um “confia” na habilidade de um terceiro para ver os resultados – no dia seguinte.
Quando o assunto é família e sexo ligado a autoridade e hierarquia, o quadro é bem diferente.
Família unida demais significa problemas. Neste caso não há limites e nem fronteiras até aonde uma pessoa possa ir em relação a vida do outro. Cada um se acha no direito de se intrometer nos assuntos mais íntimos dos outros. Enquanto mora-se com os pais, é para o motel que os casais vão quando resolvem se conhecer melhor, já que o assunto é tabu na mesa de domingo. Familiar? Esse é o quadro na maioria das famílias no Brasil e na Coréia, onde o pai é sempre o dono da verdade. Poderia ainda citar os paises árabes, mas lá não existem motéis com o único objetivo de partilhar grandes intimidades.
Na Rússia é o dono do dinheiro quem dá a última palavra, podendo ser homem ou mulher e sexo não chega a ser tabu.
Para finalizar, em grande parte da Europa Central praticamente não há autoridade em família. A mesa de domingo é redonda. Tudo e todos são abertos, sexo é praticado dentro e fora de casa, discutido em família. No entanto na praticidade do dia-a-dia, cada um é dono do seu nariz e completamente responsável pelas suas ações. A família não se intromete, mas também não espera ouvir as mágoas de ninguém.
Autoridade e hierarquia são apresentados simplesmente como uma pirâmide de valores, baseado na natureza do assunto, mas independente dos costumes dos países em questão, sempre haverão aqueles que são mais fortes, que nadam contra a corrente, que vencem de acordo com os seus próprios valores e não de acordo com os valores de sua sociedade. Ainda bem.
Em alguns países a idéia de autoridade é vista como coisa da idade da pedra, mas em outros, esse ainda é o único jeito de se conseguir alguma coisa.
Na Europa, o trabalho em grupo é valorizado. Obviamente existe hierarquia, mas essa é vista mais como um juiz ou como um guia. Todas as opiniões são importantes e as pessoas tomam iniciativa. As mulheres tem voz ativa e idéias revolucionárias. Os chefes sabem que incentivar os funcionários é a chave do sucesso. No entanto, quando todos tem algo para dizer, às vezes fica difícil encontrar o caminho certo. Qual a solução, então, quando a visão de autoridade é tida como coisa de gente que não tem competência de convencer ninguém se não for no berro?
A situação da Coréia do Sul e de alguns paises do Golfo Pérsico é surpreendentemente parecida no que diz a situação da mulher. Inteligentes e ativas, as mulheres ainda aceitam ser tratadas como seres inferiores, porque suas respectivas culturas assim o ditam. No entanto, a respeito do campo de trabalho em geral, os árabes são mais “confortáveis” face a decisões importantes. “Encha-allah bukrah munquin” diz o ditado popular (se Deus quiser amanha talvez…). Na Coréia hierarquia e autoridade correm pelas veias de seus habitantes e o seus superiores são vastamente respeitados e apoiados. A imagem do chefe passa a ser a própria imagem do empregado.
Na Rússia as coisas só funcionam com soco na mesa. Os russos são altamente capazes e ávidos estudantes, no entanto quando uma ordem do superior deve ser seguida, é somente na base da ameaça e do medo que as coisas tomam seus rumos. É ruim, mas eles estão acostumados com o sistema, basta olhar nos capítulos de sua história…
No Brasil é um tal de um jogar a batata quente na mão do outro. O problema da falta de responsabilidade é justamente na hora quando as coisas dão certo: já que ninguém assume a responsabilidade por nada, também não recebe nada em troca. Fica estagnado. Autoridade é praticamente inexistente, já que um “confia” na habilidade de um terceiro para ver os resultados – no dia seguinte.
Quando o assunto é família e sexo ligado a autoridade e hierarquia, o quadro é bem diferente.
Família unida demais significa problemas. Neste caso não há limites e nem fronteiras até aonde uma pessoa possa ir em relação a vida do outro. Cada um se acha no direito de se intrometer nos assuntos mais íntimos dos outros. Enquanto mora-se com os pais, é para o motel que os casais vão quando resolvem se conhecer melhor, já que o assunto é tabu na mesa de domingo. Familiar? Esse é o quadro na maioria das famílias no Brasil e na Coréia, onde o pai é sempre o dono da verdade. Poderia ainda citar os paises árabes, mas lá não existem motéis com o único objetivo de partilhar grandes intimidades.
Na Rússia é o dono do dinheiro quem dá a última palavra, podendo ser homem ou mulher e sexo não chega a ser tabu.
Para finalizar, em grande parte da Europa Central praticamente não há autoridade em família. A mesa de domingo é redonda. Tudo e todos são abertos, sexo é praticado dentro e fora de casa, discutido em família. No entanto na praticidade do dia-a-dia, cada um é dono do seu nariz e completamente responsável pelas suas ações. A família não se intromete, mas também não espera ouvir as mágoas de ninguém.
Autoridade e hierarquia são apresentados simplesmente como uma pirâmide de valores, baseado na natureza do assunto, mas independente dos costumes dos países em questão, sempre haverão aqueles que são mais fortes, que nadam contra a corrente, que vencem de acordo com os seus próprios valores e não de acordo com os valores de sua sociedade. Ainda bem.
Luciana B. Veit