Lendo o jornal há poucos dias me deparei com algo mais do que óbvio: estamos para entrar em 2010!
Um dígito a mais nesse novo milênio me faz lembrar dos filmes de ficção-científica que assistia na década de 80. Naquela época quando se pensava em como o dia-a-dia em 2010 seria, as pessoas imaginavam carros voadores, robôs por tudo que é lado, tecidos multifuncionais, chips dentro dos cães e gatos que traduzem no nosso idioma aquilo que tanto querem dizer, diversos prédios com mais de cem andares e quem sabe até vizinhos como extra-terrestres.
Quem se importava com o meio-ambiente? Somente os malucos de alguma organização hippie. Aquela ainda era a época quando bibliotecas ainda eram visitadas, quando viajar de avião de lá para cá era coisa de rico, quando pagar uma ligação para o exterior era uma facada no coração, quando as crianças ainda brincavam de amarelinha ou de pular elástico.
Após ter observado diversos fatos históricos por conta da pesquisa para meu livro Mozart e Catarina, afirmei que a humanidade pouco havia se desenvolvido ao longo dos séculos. Houve protesto. Como eu poderia dizer tal coisa? Sou tão cega a ponto de não enxergar as coisas ao meu redor? Acontece que estava mencionando a raiz do ser humano, e não seus feitos materiais.
Homens continuam matando em nome da religião, e independentemente daquilo que venham dizer, as mulheres continuam sendo suas inspirações. Sentimentos como egoísmo, alegria ao ver o outro sofrer, orgulho desmesurado e preguiça continuam os mesmos.
Tragédias pessoais se desenrolam por conta de sexo e também por mais que saibamos qual caminho certo tomar, acabamos por vezes tomando o errado por fé na sorte ou uma falsa ignorância.
O passado nos ensinou que a guerra só traz tragédia, mas hoje mesmo líderes afirmam que só se pode acabar com violência com mais violência ainda. Por mais que até acreditemos essa ser a solução, onde é que isso vai parar?
O passado causou danos à natureza, no entanto nem mesmo a metade dos habitantes do planeta atualmente compreende o que cuidar do meio-ambiente significa.
Há quem diga que a escravidão foi abolida, mas que outro nome dar então para trabalho infantil, para horas-mal pagas, para a total e completa exploração da mão-de-obra mais simples, principalmente quando esses trabalhadores vivem ilegalmente em algum outro país?
E os direitos das mulheres? Vale destacar que as mulheres no Egito Antigo já tinham muito o que dizer, mas ainda sim circuncisões femininas hoje são forçadas em diversos países muçulmanos.
O complexo de inferioridade de muitos causam conflitos, da mesma maneira que o complexo de superioridade promove a violência sob todos os aspectos.
Complexos e mais complexos! Por que não podemos viver em paz?
Computadores de velocidades supersônicas, viagens turísticas ao espaço, fontes naturais de energia, considerável progresso da biologia, carros possantes com combustíveis alternativos, reconhecimento em massa de si mesmo. Saúde, novas idéias combinadas com uma força de vontade inabalável, ótimas surpresas, momentos inesquecíveis. Amor, amor e mais amor, para si mesmo, para aqueles do círculo mais íntimo e para a humanidade. Algo mais?
Mesmo aqueles que não comemorarão o Natal sob o ponto de vista religioso, quem é que vai discutir que o amor universal tem o poder de terminar com todas as desgraças?
E quanto a 2010, deixe o futuro chegar! Vamos embarcar nessa viagem com entusiasmo e disposição, com alegria e satisfação e fazer acontecer, por mais que ainda não possamos ler a mente dos nossos queridos animais de estimação ou dar um pulinho em Marte só para mudar de ares…
Boas Festas!
Luciana B. Veit
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Tags: Ano Novo, homem, mulher
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